A fome do lobo não é a fome dos homens. Sua espreita não é pela carne, não é o imaginário do bacon tostado na língua que lhe atrai. Quando compramos a fábula enquanto mecanismo orgânico/fisiológico, já estamos enclausurados na armadilha [fazendo a casinha, dispondo o banquete sobre a toalha]. O lobo & seu sopro, o lobo & sua gula ocupa o espírito, o que vai proporcionar a moral. É ele que tensiona a dignificação do trabalho, é sua presença que nivela os porquinhos.
(Março de 2015)
(Março de 2015)
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